Archive for dezembro 15, 2008
Esperança
O verde, a última que morre.
Mais mata do que morre, ou faz morrer. A esperança é a espera, é suave e não áspera, mas só faz esperar, deixar que, imóvel, o carro ande, em um caminho estático, sem inda ou vinda, e que melhore sozinho, aquele que precisa ser melhorado. Não anda, não move, não melhora, mas há esperança, é nela que confiamos…
Confiança, esperança, palavras de tamanha semelhança só podem coexistir na conivência, enquanto um não deixa construir o outro destrói o pouco que tem, e em seu ciclo uma reforça a outra para não deixarem o poder. O traído vê o fim, mas não é o fim, há de se ter esperança, confie, e na confiança que traia outra vez, mas a esperança não morre…
Não morre? “Lá bem no alto do décimo segundo andar vive uma louca chamada Esperança e ela pensa que quando todas as sirenas todas as buzinas todos os reco-recos tocarem… Atira-se…“ E que morra. Porque a última? Antes vós do que a mim mesmo. Nada de espera, está na hora, já há certo atraso, incalculável perda, diga-se, juros, correções e muito mais. Mas em breve… Não! Agora. Em breve a noite cai, as estrelas começam a brilhar, o sono vem, mas o amanhã…
…o amanhã não virá.