When we are born
dezembro 6, 2008 at 7:18 pm 10 comentários
Nasce um filho meu, de um ventre digital. Estou feliz, é um fruto planejado, não me causou surpresa nem insatisfação, me sinto seguro e ja vejo nele a minha própria imagem. Mas ainda muito frágil, temo que não vingue, nossos rebentos são muito fracos, e morremos de medo de que aquilo que amamos se desfaça de repente. E o que dizer quando deve ser uma escolha nossa fazer vingar ou não tal rebento, qual seja. O novo as vezes causa certa agonia, o que será e o que deixará de ser traz um desconforto e nem sempre estamos dispostos a enfrentar, e as vezes não devemos realmente, mas como saber?
Pensamos, medimos e pesamos, e enquanto isso o filho que acabou de nascer chora, e alimentamos para que pare chorar, e acalentamos para que se acalme e estamos cada vez mais próximos dele, esquecemos então de pensar, deixamos para depois, e depois, procrastinando o inadiável até descobrirmos, talvez, que o filho não deveria estar ali, e chorava, não pela comida mas porque ele mesmo sabia que não devia estar ali.
When we are born we cry that we are come to this great stage of fools.
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1.
Bruh | dezembro 6, 2008 às 8:04 pm
Em meu primeiro comment no seu blog oficial agora, tenho que avisar que nunca vou comentar tão bem quanto você. Os seus coments são top de linha e vão além da minha capacidade. haha
O que me marca do teu post é sobre pensar. Pensamos, medimos, estamos o tempo todo analisando e buscando a perfeição de nossos atos, que esquecemos de agir. isso é muito constante e muito presente na minha vida. Deve ser por isso que chamou mais atenção.
2.
Diego | dezembro 7, 2008 às 1:33 am
Crítica Construtiva
Sua idealização monóloga foi muito inreferida se tratando dum ser tão abstrático, deveria-se ousar mais dizendo sobre o quanto esse ser poderia ser mesmo quando sendo nada, feito a partir de coisa alguma. Por isso essa aliteração conjuntiva procrastinadora de elementos discretos(1′s e 0′s) nunca dará fruto em nenhum casal combinacional.
3.
Natália | dezembro 7, 2008 às 12:39 pm
Olha como ele escreve bem… Legal, o texto. Quero ver matemática aqui tbm hen.
4.
deborah | dezembro 7, 2008 às 6:54 pm
nossa, eu nem lembro quando fiz meu primeiro blog. às vezes dá orgulho, às vezes não, mas é sempre fruto pensado.
ei, deixe que vingue, é legal :]
5.
Pixie | dezembro 7, 2008 às 8:22 pm
Acredite…é a primeira vez que faço isso…Eu tinha essa coisa incrivel e inexplicavel contra blogs…nunca entrei em um,tão pouco comentei …Nem dos meus dois melhores amigos!!! Eu realmente detestava…Então,estou aqui…contente pela estréia…torcendo para que seu filho cresça e não se torne um homem…gostaria que fosse sempre,cada vez mais abstrato…ninguém gosta de ser gente…Queria ser um tigre…o/
SAVE OUR RAIN FOREST !!! =^.^=
6.
Michelly | dezembro 11, 2008 às 2:25 am
Caramba, o blog esta arrasando.. gostei desse texto.. bastante profundo.. sorte ae no blog… smp qdo der vou vir aqui dar um comentario
beeijos primo
7.
jeffisu | dezembro 11, 2008 às 2:15 pm
nuss, soh intelectual aqui hein… hehehe
eh, o dificil não é fazer esse “filho”, dificil é mantê-lo vivo.
haja paciencia, até pq isso é um prazer e não um dever.
parabéns aí pelo blog…
8.
Ester | dezembro 17, 2008 às 1:49 pm
uauuu…A-M-E-I!
9.
Ester | dezembro 17, 2008 às 1:52 pm
Uauuuu… A-M-E-I!!
10.
Rogério Rocal | dezembro 21, 2008 às 2:36 am
Nievinski,
Que bom que está de volta…
Seu blog é um bem comum que deve ser difundido.
Abraços
Conte comigo.