Archive for dezembro 6, 2008

When we are born

Nasce um filho meu, de um ventre digital. Estou feliz, é um fruto planejado, não me causou surpresa nem insatisfação, me sinto seguro e ja vejo nele a minha própria imagem. Mas ainda muito frágil, temo que não vingue, nossos rebentos são muito fracos, e morremos de medo de que aquilo que amamos se desfaça de repente. E o que dizer quando deve ser uma escolha nossa fazer vingar ou não tal rebento, qual seja. O novo as vezes causa certa agonia, o que será e o que deixará de ser traz um desconforto e nem sempre estamos dispostos a enfrentar, e as vezes não devemos realmente, mas como saber?

Pensamos, medimos e pesamos, e enquanto isso o filho que acabou de nascer chora, e alimentamos para que pare chorar, e acalentamos para que se acalme e estamos cada vez mais próximos dele, esquecemos então de pensar, deixamos para depois, e depois, procrastinando o inadiável até descobrirmos, talvez, que o filho não deveria estar ali, e chorava, não pela comida mas porque ele mesmo sabia que não devia estar ali.
When we are born we cry that we are come to this great stage of fools.

dezembro 6, 2008 at 7:18 pm 10 comentários

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dezembro 6, 2008 at 6:00 pm 1 comentário


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